No programa "De Frente Com Gabi" desta quarta-feira (02/11)Marília Gabriela entrevista a ex-prostituta Gabriela Leite. Dona da grife DASPU, de roupas para garotas desinibidas, Gabriela tem 60 anos e quase 25 anos atrás começou sua saga pelos direitos das "profissionais do sexo". Ela preside ainda a ONG "Da Vida" e vem ao programa para falar sobre sua história, suas lutas, sobre preconceito e seus planos para o futuro.

Confira abaixo as melhores frases da entrevista:


Eu sempre tenho que dizer que não sou socióloga.
Sempre quis estudar e ler bastante para não ser tratada como figura folclórica.
Vou pela primeira vez na ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), que só tem pesquisadores e acadêmicos.
Antes, prostitutas só apareciam em página policial.
Esse imenso crescimento das religiões evangélicas, que têm uma moral fechada, influencia uma visão bastante conservadora.
Prostitutas sempre vão existir.
O que incomoda as pessoas é saber que tem mulheres que transam por dinheiro.
Eu acho os homens extremamente frágeis. Essa fragilidade me emociona.
Eu não acredito que as pessoas não tenham outras opções, é uma coisa da mente mesmo.
Quando eu fui para a prostituição, as minhas colegas de profissão queriam que suas filhas se casassem virgens.
Casamento com cliente raramente dá certo. Na primeira briga, ele diz: “eu te tirei daquela vida”.
Nós começamos a fazer sexo seguro a partir de 1989.
Temos um “baita” nome por causa da mídia espontânea. (sobre a DASPU)
Vamos fechar mais uma parceria com uma faculdade de moda. (sobre a DASPU)
Minha neta tem 19 anos e leva tudo numa tranquilidade enorme. Ela tem o maior orgulho de mim.
Se eu tivesse que começar de novo, faria tudo igual.
Por trás da prostituta tem uma mulher, cidadã, brasileira e as pessoas esquecem isso.
(O caso de Bruna Surfistinha) Não ajuda e não atrapalha. A história da Bruna fala do que acontece dentro do quarto e ela tem mágoas e sente por ter sido prostituta.
Achei o filme (da Bruna Surfistinha) estranho. Uma histórias cheia de dedos para não influenciar.
Nós somos contra as menores, em qualquer profissão.
Tenho o sonho de ter um pequeno restaurante, adoro cozinhar.