SÃO PAULO – Após ter mostrado alta durante a manhã, o dólar comercial inverteu o sinal ao longo da tarde e fechou em queda de 0,30% nesta sexta-feira (25), cotado a R$ 1,8864 na venda. Assim, a moeda termina a semana com ganhos de 5,80%, sua maior alta semanal desde o período findo em 23 de setembro, quando os ganhos foram de 6,15%.
A divisa reflete, principalmente, o incerto cenário europeu, que levou os investimentos mais seguros a avançarem, mas pode ter passado por uma correção nesta sessão, visto que o forte avanço de 1,74% da véspera levou a moeda ao seu maior patamar desde 22 de setembro. Cabe mencionar ainda que esta foi a quarta semana seguida de valorização da moeda norte-americana.
No front doméstico, o destaque ficou por conta da divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) mensal pela Serasa Experian, que apontou recuo econômico de 0,1% na passagem entre agosto e setembro. Além disso, o Banco Central divulgou a nota de política fiscal, registrando superávit primário de R$ 14 bilhões em outubro.
Ratings e títulos
Duas agências de classificação de risco realizaram cortes em países europeus nessa sessão. O rating da Hungria foi rebaixado pela Moody's, perdendo grau de investimento na avaliação da agência, enquanto a nota da Bélgica foi cortada pela Standard & Poor's, passando de AA+ para AA, com perspectiva negativa.
Os investidores também refletiram negativamente o relatório divulgado pelo Financial Times, que indicando que a Europa pode não conseguir aumentar os recursos do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), dos atuais € 440 bilhões, para € 1 trilhão como planejado, em função da deterioração nas condições de mercado ao longo do mês passado.
Isso se deve à crise da dívida no continente. Entre os países mais afetados, a Itália vendeu € 8 bilhões em títulos de curto prazo, com rendimento de 6,50%, o maior valor para os papéis de seis meses desde que o país passou a fazer parte da Zona do Euro. Isso demonstra a forte desconfiança dos investidores no país, que se vê ameaçado por conta do alto endividamento. 
Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8857 na compra e R$ 1,8864 na venda, baixa de 0,30% em relação ao fechamento anterior.  Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 10,76% em novembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 13,22%. 
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro segue o dia cotado a R$ 1,892, baixa de 0,50% em relação ao fechamento de R$ 1.901 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, opera em baixa de 0,57%, atingindo R$ 1,905 frente à R$ 1,916 do fechamento de ontem. 
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,8937 na venda, alta de 1,48%. Na semana, a alta foi de 6,85%.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8880000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,86 para janeiro de 2012, 0,16 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.
Msn